quinta-feira, 18 de junho de 2009

como se fosse a primeira vez...

Pela primeira vez eu não estou conseguindo escrever o que ralmente quero dizer simplesmente e talvez não possa relamente escrever o que desejo...porque tenho que poupar minhas teclas e meus leitores e minhas doces lembranças.
O que escrever quando não se pode dizer o que quer e os pensamentos te formigam o juízo e lembranças???...é igual como viver sem poder beijar , não poder comer uma fruta gostosa,não poder deitar e durmir até tarde, ir a praia e não tomar banho de mar...As vezes temos sensações de que algo já aconteceu e eu estou tendo isso agora,de repente parece que isso já me aconteceu antes...DEJA VU...
Veio na cabeça a lembrança de uma foto que eu guardava há muito tempo nos meus documentos e ontém pude olhá-la de perto...e tocá-la...também.
A foto era de um sorriso, que eu ganhei...e esse sorriso me falava tantas coisas, quando eu estava triste , ele dizia pra mim , que eu era linda e que tudo ia melhorar...o sorriso me acompanhava nos meus textos muitas vezes escritos na hora de uma produção , na correria do trabalho...e sempre o sorriso dizia que estava muito bom...Mas fazia tempo que aquela foto tava guardada, e ontém quando a peguei em minhas mãos olhei profundamente...e quiz beija-la...me senti ridícula beijando uma foto...e guardei novamente...mais tarde de repente...jogada em minha cama...tirando sapatos, calça, camisa...deixei que o sorriso viesse até a mim e falasse ao meu ouvido...-eu te esperei e você veio do nada, simplesmente, sem que eu pedisse...Fechei meus olhos e deixei aquela boca falar por mim...tudo o que há muito tempo eu gostaria de falar...
Sonhei com aquela foto...e como se fosse a primeira vez beijei, passei as minhas mãos, deixei tocar meu corpo e me derreti por todas as poesias recitadas...a filosofia daquele sorriso me atraia, porque de traz dele existe um nome que traduz o que sou e o que penso que sou e o que os outros pensam que sou...ele nega, nega esse dom e muitos outros, mas acertou que depois me ter...
...Pra que querer saber...
Que horas são?
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como essa?
Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?

Depois de ter você..."

as palavras ditas nunca são esquecidas quando elas se fazem importantes...então o sorriso me deixou sozinha...com essa canção.

Um comentário:

  1. O problema de sorrir e gostar e perceber que não faz diferença ser dia ou noite, sexta ou segunda.... é a vontade de sempre se querer sentir os deja vus nunca vividos. E ter isso como uma inquietação que se quer levar para vida toda.... mesmo sem acreditar ser um dom!

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